Mostrando postagens com marcador Empregabilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Empregabilidade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Perfil Profissional - Existe um perfil ideal?

De tempos em tempos sou convidada a dar entrevistas e palestras sobre o PERFIL DO PROFISSIONAL ATUAL. Gosto de falar sobre o assunto, mas o faço com muito receio:
Receio de criar um rótulo estanque do perfil, como se fosse fórmula de remédio ou receita de poção mágica. Receio de dar a entender às pessoas que elas devem ser de determinada forma e, caso não sejam, estarão alijadas definitivamente do mercado e
receio que as pessoas sigam à risca o que falo ou escrevo sobre isso sem analisar criticamente.

Receios à parte e avisos dados, vamos ao que interessa.   

Como todo mundo sabe, o mundo do trabalho, e aí estou falando de relações, atividades, carga, postos.., vem sendo diretamente afetado pelos extraordinários avanços tecnológicos e pela, consequente globalização. O avanço tecnológico afeta intensamente profissionais das áreas de T.I. e ciências médicas, pois exige do profissional atenção constante às mudanças e novidades e rápida capacidade de atualização. Os profissionais das ciências humanas são afetados com menos intensidade e em um timing mais lento, mas, inevitavelmente serão tocados pelas mãos da tecnologia de ponta em seus postos de trabalho (Graças a Deus!). A famigerada globalização tem nos trazido novas formas de nos relacionar com o trabalho e com as empresas, dividindo as unidades de produção, desterritorializando as organizações. 

De que maneira isso tudo impacta no perfil profissional requerido pelas empresas? 

Depende. Depende do país que você está, do segmento que está inserido, da empresa que você trabalha e de qual cargo você ocupa. Sim...depende disso tudo mesmo. Essa ideia de perfil profissional perfeito é um belo engodo vendido não sei por quem e que só tem uma função: fazer a gente se sentir péssimo por não conseguir ser metade daquilo que é pregado como ideal.

O que existe são PERFIS adequados para ocupar determinados cargos em algumas empresas em determinado momento. Iiih..quantas variáveis! Tá ficando difícil! Na verdade, não é difícil, mas é preciso pensar um pouco. Vamos lá? Tentarei ajudar:

Utilizarei como base a definição mais comum de competência, que pode ser resumida na figura abaixo:


De maneira livre, podemos dizer que competente é o profissional que consegue mobilizar os conhecimentos (saber) que possui,utilizando as suas habilidades (saber fazer) e atuando (fazer) no momento adequado.Assim, se você quer saber qual é o perfil profissional requerido para sua área, procure identificar esses três pontos:
1. CONHECIMENTOS (SABER) - quais são os conhecimentos requeridos na sua área? Você detém esses conhecimentos ou precisa se qualificar? Este ponto se refere àqueles conhecimentos que a gente adquire de maneira formal, através de cursos, leituras e estudos.
2. HABILIDADES (SABER FAZER) -  além de dominar os conteúdos teóricos, você sabe fazer? Avalie quais habilidades são requeridas ao cargo que você pretende alcançar. Lembre-se que não se trata apenas de habilidades técnicas; neste ponto, você deve avaliar habilidades sociais e cognitivas também.
3. ATITUDE (FAZER) - Como é o seu repertório comportamental? Processos seletivos modernos utilizam entrevistas por competências. Isso significa que o selecionador buscará identificar se você possui em sua história profissional, as atitudes que eles esperam de seus profissionais, requerendo que você relate FATOS das sua história. Quais atitudes você tem adotado em seu trabalho?

Então, se você quer saber qual é o perfil ideal, pesquise e reflita profundamente sobre as características da área que você pretende atuar. Desculpe se te decepcionei, mas não tenho como dar um perfil ideal. Ter sucesso profissional dá trabalho. Literalmente. Mãos à obra!

Sil Cavalcanti Fleming

*Em maio de 2013 dei uma palestra sobre esse tema para um grupo de universitários. Falei sobre diferenças entre os perfis de empreendedor, empregados e funcionários públicos. Se quiser conferir, acesse meu perfil no Slideshare, através do link http://www.slideshare.net/scavalcantifleming/o-perfil-do-profissional-no-atual-mundo-do-trabalho

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Ganhar dinheiro ou fazer o que gosta?

 Eu trabalho com Orientação Profissional há 08 anos. Iniciei minha carreira atendendo jovens adolescentes de classe média, indecisos sobre o rumo que dar à vida. Muitos já sabiam o que queriam, mas não "podiam" admitir aos pais, que tanto investiram em sua educação. Outros estavam completamente perdidos, emaranhados nas milhares de opções profissionais, ávidos para se lançarem ao mundo, mas amedrontados demais para fazer isso sozinhos. E então, eles buscavam a mim. Os "perdidos", quando permitiam aprofundar um pouco mais o conhecimento que tinham de si mesmos, "achavam-se" rapidamente e o brilho resplandecia nos olhos. Contudo,os olhos dos membros de um outro grupo, que ainda não mencionei, demoravam mais a brilhar.Esses me preocupam mais. Eram aqueles que chegavam até mim, assim: "Olha Silvia, eu vim te procurar porque não sei o que fazer da vida. O que eu gosto, não dá dinheiro e o que dá dinheiro, eu não gosto." 

Quantas vezes ouvi isso! Se você é Orientador deve estar concordando comigo, relembrando dos jovens aflitos que passaram por você. Se você é um desses jovens, deve estar rindo, se vendo dizer as mesmas coisas; e se você é um adulto que já passou por isso, deve estar refletindo: Qual escolha eu fiz? O que gosto ou o que dá dinheiro? 

Hoje, eu quero falar com vocês três: Orientadores, jovens e adultos. Quero falar da importância do dinheiro e do mercado de trabalho nas escolhas profissionais. Qual peso o mercado tem?

No início da minha carreira, se um jovem chegava pra mim, falando que estava em busca de uma opção rentável e que depois que ganhasse dinheiro, ele faria o que gosta, eu ficava revoltada internamente. Achava um absurdo e, praticamente, despachava o sujeito.  Com o tempo e com a experiência, percebi que ninguém procura um Orientador, especialmente se ele é psicólogo, para saber o que dá mais dinheiro. Se é para isso, acessa as revistas econômicas, pesquisa sites de indicadores governamentais e pronto. Mais rápido, efetivo e barato. Mas a pessoa que nos procura, a despeito do discurso financeiramente coerente, quer mais. Muito mais. Quando eu, Orientadora, verdadeiramente me dei conta disso, comecei a lançar o convite: Ganhar dinheiro é muito bom, mas ganhar dinheiro fazendo o que gosta é melhor ainda. Já pensou nisso? 

A partir daí, colocávamos o mercado de trabalho e o retorno financeiro em seu devido lugar. Quer saber qual? Vou lhes falar:
  • Mercado de trabalho, atualmente, muda constantemente. Quem lembra como estavam os Engenheiros Civis há pouco mais de 10 anos? Estagnados, sem perspectivas e muitos, (pasmem!), desempregados. Hoje, a Engenharia Civil está "bombando"; os jovens saem empregados das universidades e esbanjam altos salários. As outras engenharias, de maneira geral, acompanham este ritmo. Mas, há alguns anos não era assim e quem garante por quanto tempo durará esta abundância? É óbvio que o Brasil tem muuuitoo o que crescer e a área de engenharia e tecnologia tem muito campo pela frente. Contudo, a próxima crise econômica ditará o ritmo deste crescimento.
  • Ganhar dinheiro depende muito mais de perfil do que de profissão. Ganhar dinheiro tem a ver com visão empreendedora; saber encontrar oportunidades no mundo que se apresenta. Não serei clichê em citar Silvio Santos ou o sr. Mamede Paes Mendonça, ilustres comerciantes que mudaram de vida, mas pensemos: eles se formaram em quê mesmo? Ok! Ok! Outra época. Concordo. Mas será que hoje, a competência para ganhar e gerar dinheiro é muito diferente? Do jeito que o mundo anda competitivo, profissão nenhuma é garantia de sucesso financeiro.
  • Mercado de trabalho é apenas uma variável a ser considerada. O mercado de trabalho deve ser monitorado, para que vejamos, dentre suas opções aquelas que fazem nossos olhos brilharem. 

Bom, eu gostaria de dizer que esse texto não é nenhum manifesto favorável à causa hippie ou apoio à vida sem dinheiro. Se você não pensa em grana e vai viver em alguma comunidade alternativa, esse texto não é para você. Sua vida está resolvida. Agora, se você pretende viver no mundo ocidental e capitalista, é com você que eu estou falando. Espero que você me compreenda. Não deixe de pensar no retorno financeiro que sua profissão e seu trabalho lhe darão; pense e batalhe por isso. Só lembre-se que mercado muda e que profissão não lhe garantirá nada. Ter o dinheiro que espera depende de você. 


Vamos considerar outro aspecto. Se você é jovem: quantas horas você imagina que passará no trabalho? Meu amigo, que já é adulto: quantas horas você passa no seu trabalho?   Com certeza, você vê mais o seu chefe do que sua esposa! Li uma vez, um texto de Rubem Alves* que dizia que escolher uma profissão por dinheiro é pior do que casar com alguém por dinheiro, pois, segundo ele, no casamento, você ainda pode escapulir e do trabalho, como vai fugir?  Para autores das teorias vocacionais, como John Holland, escolher uma ocupação adequada à sua personalidade vocacional traz satisfação e estabilidade no trabalho.  E eu acrescento: fazer algo com o que se identifique lhe dá força para acordar todas as manhãs e dizer que, apesar de todas as dificuldades, vale a pena. O importante é saber: o que vale a pena pra você? O que te mobiliza? Reconhecimento, conhecimento, ajudar as pessoas, ensinar, produzir, gerar trabalho...

Por fim, quero dizer apenas que vamos acabar com essa história de confrontar afinidade com ambição. Quem disse que devem estar separados? Quando foi, na história da humanidade, que resolveram rivalizar a afinidade (os interesses) e o dinheiro?  Acredito que o que te faz feliz te dá retorno. Sempre. E depende de você.

Se você é Orientador como eu, desejo que consiga auxiliar as pessoas a serem mais felizes com as escolhas que fazem;

Se você é adulto como eu, desejo que alcance o sucesso que almeja, sendo feliz no que realiza;

Se você é adolescente como fui, espero que realize a melhor escolha possível hoje e que tenha coragem para mudar o rumo da história se for necessário.

*Rubem Alves, Muito Cedo para Decidir.

Sil Cavalcanti Fleming

domingo, 16 de junho de 2013

Empregabilidade

Você sabe o que é Empregabilidade?



Se você acredita que empregabilidade refere-se à capacidade do trabalhador de encontrar um emprego, você está ligeiramente equivocado. Segundo Minarelli (2001), empregabilidade  tem a ver com a capacidade da pessoa de encontrar um trabalho e manter-se trabalhando! Percebe a diferença?

Trabalho é um conceito muito mais amplo do que o de emprego. De maneira geral, podemos dizer que trabalho é toda atividade legal que gera produtos ou serviços e é remunerada por sua realização. Existem várias modalidades de trabalho, como: emprego, prestação de serviço, terceirização e empreendimentos. Assim, percebe-se que o emprego é apenas uma modalidade de trabalho; caracterizada por ser uma relação hierárquica, regular e orientada entre um empregador e um empregado. A característica mais marcante do emprego, no entanto, é a de ser regida pela CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas. 
Atualmente, por conta das diversas e intensas mudanças no mundo do trabalho, os empregos têm diminuído em todo o mundo. A Europa enfrenta forte crise econômica e diminuição dos postos de emprego há alguns anos e essa é uma tendência mundial. É claro que o Brasil, por exemplo, ainda tem muito o que crescer, mas em longo prazo, passaremos por situação semelhante. Como nos prevenir disso? Aprendendo a gerar e manter TRABALHO! Enquanto o mundo for mundo e as pessoas precisarem de serviços e produtos, nunca faltará trabalho. 
O que proponho hoje, é que você pense em formas alternativas de gerar trabalho e riquezas.  Como gerar trabalho sempre? É disso que a empregabilidade fala! Segundo Minarelli (2001), a empregabilidade é sustentada em 6 pilares e se cuidarmos para fortalecê-los, teremos trabalho sempre. Confira os Pilares da Empregabilidade abaixo:

  • Adequação Vocacional - Você gosta e se identifica com o que faz? Estudos indicam que quanto maior é a identificação do sujeito com o trabalho que realiza, maior é seu comprometimento e capacidade para superar dificuldades. 
  • Competência Profissional - Além de gostar do que faz, você tem que ser bom também. Você já avaliou qual é o seu grau de proficiência em sua atividade profissional? Com a competitividade do mundo contemporâneo, é preciso atingir altos níveis de desempenho profissional. Se você avalia que pode ser melhor, corra para se qualificar. Sem competência profissional, os demais pilares não sustentarão sua empregabilidade.
  • Idoneidade - Você é confiável? Profissionais só alcançarão sucesso se forem confiáveis entre aqueles que os cercam. Comportamento ético é fundamental para geração de trabalho. Fique atento aos seus comportamentos!
  • Saúde Física e Mental - Como trabalhar sem estar bem? Para ser capaz de  produzir sempre, certifique-se e cuide de sua saúde física e mental. Cuidar da alimentação, praticar exercícios e cultivar uma vida social saudável são práticas inequívocas para boa saúde do sujeito! Pense nisso.
  • Redes de Relacionamento -  A principal ferramenta de indicação para trabalho é o chamado networking. Atualmente, contar com uma boa rede de contatos é condição fundamental para inserção e movimentação no mercado. Nesta semana, dedicaremos um post exclusivo sobre isso. Aguarde!
  • Reserva Financeira e Fontes Alternativas -  Para poder investir e/ou estar seguro no mercado de trabalho, é preciso ter reserva financeira ou mais de uma fonte de remuneração. Isso lhe dará tranquilidade para escolher os trabalhos mais interessantes e garantirá seu sustento em momentos de sufoco. Todos nós podemos gerar esta reserva, por menor que seja nossa remuneração. Para isso, basta adequarmos nosso comportamento de consumo. Se quiser saber mais sobre como economizar, recomendo a leitura dos livros de Gustavo Cerbasi, importante consultor financeiro no Brasil.
Agora que você já conhece os Pilares da Empregabilidade, está na hora de fazer uma auto-avaliação. Qual nota você se daria em cada pilar? Se a nota estiver baixa, pense em uma forma de melhorar! O importante é não ficar parado! 


No próximo post trataremos sobre o mercado de trabalho atual.

Até lá!

*Fonte: MINARELLI,A. Empregabilidade. São Paulo: Editora Gente, 2001.

Semana da Empregabilidade


Nesta semana, nossas postagens serão sobre EMPREGABILIDADE. Você sabe o que é empregabilidade? E como manter sua empregabilidade em alta? Já pensou sobre isso? Em um momento de alta competitividade no mercado de trabalho, é preciso estar antenado com o que há de mais atual sobre o assunto. Siga a gente e fique por dentro! Se gostar, indique a um amigo.